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Servidores em um data center

A demanda dos Data Centers em tempos de Coronavirus

#KingstonCognate apresenta a Prof. Sally Eaves

Foto da Prof. Sally Eaves

A prof. Sally Eaves tem larga experiência como Diretora de Tecnologia, Professora em Tecnologias Avançadas e Consultora Estratégica Global em Tranformação Digital, especializada na aplicação de tecnologias emergentes, notadamente nas disciplinas de IA, FinTech, Blockchain & 5G, para a transformação de negócios e impacto social em escala. Autora e palestrante internacional, Sally recebeu o prêmio Frontier Technology and Social Impact award entregue pelas Nações Unidas em 2018 e tem sido descrita como a ‘força avançada para futuras aspirações tecnológicas éticas para aumentar a inclusão e a diversidade no espaço da tecnologia.

Os dados são agora um serviço essencial durante o tempo de "ficar em casa"

SSD sendo instalado em um servidor

Neste período sem precedentes de incerteza global, os modos de trabalhar, estudar e viver mudaram tanto em velocidade quanto em escala. Estar preparado para o inesperado está no DNA do setor de data center cujas ‘operações invisíveis’ foram agora incluídas dentro da definição de ‘serviços essenciais’ em muitos países do mundo. Afetando organizações de todos os tamanhos, em todos os setores, o Coronavirus impactou totalmente a continuidade dos negócios em economias inteiras. Para anular os efeitos da mudança e os desafios, otimizando os serviços existentes e, ao mesmo tempo, acomodando novas demandas tornou-se um imperativo operacional e estratégico do data center. Existem dois fatores fundamentais catalisando o aumento maciço da demanda. Em primeiro lugar está a necessidade de capacidade de computação, levada pela mudança em larga escala para o trabalho em casa para muitas empresas e instituições. A infraestrutura digital nunca foi tão importante para a economia mundial. O crescimento associado ao uso de aplicativos digitais nas videoconferências, saúde à distância, comércio eletrônico e e-learning, juntamente com aqueles para entretenimento, pois todos nós passamos mais tempo dentro de casa, está causando um aumento na necessidade de capacidade de dados.

Homem em pé perto dos racks do servidor com um laptop

A nova demanda de produtividade dos data centers está quebrando novos recordes

A recente publicação da Kingston1 sobre o crescimento dos data centers destacou nossa necessidade ‘insaciável’ por dados, ativado ainda mais pelo surgimento do 5G, IoT e Computação de Ponta. Colocando tudo isso no contexto do Coronavírus, em 11 de março de 2020, o provedor de serviço de data center Deutsche Commercial Internet Exchange atingiu um novo recorde mundial2 em Frankfurt – alcançando uma produtividade de dados acima de 9,1 Terabits por segundo. A Vodafone relatou um aumento de 50% no tráfego de dados3 em alguns mercados com picos de uso significativos em todos os Provedores de Serviço de Internet. De fato, a BT removeu limites de dados de banda larga doméstica4 para suportar trabalho, estudos e necessidades diárias. Mas embora o monitoramento da nossa ‘saúde de internet’ refletir uma tendência ascendente de interrupções5 ainda não atingiu um nível que corresponda ao aumento de tráfego sem precedentes que observamos. E mais, a despeito da elevação atual e do futuro projetado de aumento ano a ano no tráfego e nas cargas de trabalho dos data centers, é importante notar que a demanda de energia global para data centers tem uma previsão de decréscimo, conforme monitorado pela International Energy Agency - IEA6. Isso se deve as práticas de consolidação e eficiência especialmente em sistemas de refrigeração e ainda com os novos data centers em hiperescala que funcionarão com 100% de energia renovável.

Computação de alto desempenho acelera a pesquisa na luta contra o vírus

Baias de drives de servidor em um rack com LEDs verdes

O segundo ponto essencial é a necessidade de velocidade e poder de computação e é nesse momento que surge a HPC (Computação de alto desempenho). Pesquisas de vacinas e tratamentos geram granes conjuntos de dados. Instituições de pesquisa e empresas farmacêuticas estão uitilizando sistemas HPC em escala pela primeira vez para realizar simulações e cálculos de dados em áreas como epidemiologia e bioinformática. Isso pode auxiliar muito a redução do prazo para desenvolvimento de novas drogas.

O Consórcio de Computação de Alto Desempenho para Coronavirus7 vem reunindo líderes em tecnologias, governos e acadêmicos, disponibilizando mais de 330 petaflops de velocidade de computação, 775.000 núcleos de unidade de processamento central e 34.000 unidades de processamento de gráficos. No esforço para melhor entender o vírus e formas de tratamento que possam ser usadas para possíveis vacinas, um número incrível de 330 trilhões de operações floating-point por segundo podem agora ser realizadas. Este é também um ótimo exemplo de priorizar a colaboração entre concorrentes com contribuições que incluem a IBM, Amazon, Microsoft, HPE e Google.

Enquanto geralmente ocultos de nossas vistas, os data centers são também ‘centros de energia’ de computação na nuvem e os conectores com a Internet, atendendo a necessidade tripla de mais velocidade, maior flexibilidade e disponibilidade otimizada. Operadores vem trabalhando rapidamente para criar resiliência para anular o risco de tempo de inatividade e interrupção dos serviços para os seus diferentes grupos de usuários. Com Gartner estimando um custo médio do tempo de inatividade de TI em cerca de US$ 5.600 por minuto, não é de se admirar que esta seja uma importante preocupação da tecnologia da informação para a administração de TI. Do mesmo modo que consumidores de varejo vêm procurando acumular alimentos e itens domésticos, conforme evidenciado pela grande procura de papel higiênico8 no mundo todo, também os consumidores de data center têm procurado assegurar capacidade e largura de banda suplementares para atender às necessidades atuais de rápida expansão e também como proteção para a continuidade dos negócios.

Gerenciando o “virtual” virtualmente

Vista da cidade com o desenho de uma linha brilhante de um microchip

Transparência tem sido um fator crítico para garantir e promover a confiança, com os operadores de data centers compartilhando publicamente os critérios vigentes de gerenciamento e, se necessário, priorizando novas capacidades de serviços de nuvem para proteger operações críticas9. Tem havido ainda um apoio significativo para os clientes existentes, com a maioria dos provedores apresentando medidas de curto prazo como a suspensão dos custos de uso em excesso da largura de banda. Para muitos clientes SME, onde as demandas para o tráfego de rede e a produtividade tem ocorrido de um modo não esperado e não planejado, a capacidade de ampliar as cargas e redes do sistema além de qualquer CDR existente e até a máxima produtividade de seus portos sem qualquer tipo de penalidade, pode fazer a diferença para assegurar a viabilidade dos negócios nesses tempos tumultuados.

Mas para possibilitar a continuidade dos negócios para clientes e parceiros também é necessário assegurar a continuidade dos negócios dos próprios centros de dados, especialmente a proteção da equipe, parceiros e fornecedores. Uma das principais áreas de suporte tem sido o compartilhamento de conhecimento no setor, especialmente em relação aos procedimentos de saúde, segurança e bem-estar, e ainda nos problemas da cadeia de suprimentos. Tudo isso também envolveu um caminho de duas vias com o governo. No exemplo do Reino Unido, a Equipe de Resiliência da Infraestrutura de dados DCMS foi criada para assegurar que os data centers sejam levados em conta quando forem tomadas importantes decisões políticas.

O mais importante é que isto representou uma rota de limitação das infecções e lidar com a realidade do lockdown das instalações. Isso exigiu acesso restrito às instalações, a introdução de escalas de trabalho e a observância de práticas de distanciamento social. Também introduziu questões de disponibilidade associadas, basicamente a redução de pessoal nas instalações e a ausência da equipe-chave, devido à doença ou o autoisolamento.

Caminhadas pelas instalações são particularmente importantes para redução do risco, assim sendo capacidades de gerenciamento remoto são vitais. A combinação de tecnologia de sensores, serviços de apoio para resolução de problemas como o ‘Smart Hands’10 em áreas chave de desempenho, especialmente distribuição de energia e temperatura, vem possibilitando altos níveis da visibilidade remota em tempo real. Tudo isso vem acompanhado da capacidade para níveis avançados de análises de dados e capacidade preditiva em relação a possíveis incidentes. Na verdade, além de satisfazer as demandas para capacidade de computação, velocidade, confiabilidade e energia, o Coronavirus também trouxe à tona como um data center pode ser gerenciado remotamente com eficiência. Mais do que isso, nas áreas de trabalho, estudo, comunicação e entretenimento - e para melhor entender o vírus e apoiar intervenções no tratamento - o papel dos data centers visivelmente se moveu para o centro das atenções.

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